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Candidíase – Uma doença subestimada

Publicado em 04/11/2021


A candidíase é uma infecção causada pelo fungo candida albicans que atinge milhões de indivíduos, independente de raça, gênero e idade, em todo o mundo. A doença ocorre quando há um crescimento anormal do fungo normalmente presente em nosso organismo.
Este fungo, em níveis normais, vive em nosso organismo sem causar maiores danos. Entretanto, ao encontrar ambiente propício para a sua reprodução em um indivíduo com baixa resistência imunológica, o fungo se multiplica em níveis que causam sintomas que são conhecidos como “crises de candidíase”.


Tipos de Infecção por Cândida

1. Infecção Aguda:
Ocorre quando os sintomas se desenvolvem rapidamente, e se tratados, são eliminados. Eles podem reincidir, mas no período entre uma crise e outra, a pessoa leva uma vida normal sem maiores complicações;

2. Infecção Crônica ou Recorrente:
Este é a abordagem que mais nos interessa, pois é o mais desafiante quanto ao resultado terapêutico. Ocorre quando a cândida em forma de colônias (aglomerações de fungos) implanta nos tecidos dos órgãos. Nesse estágio, a doença não é curada somente com o uso de remédios antifúngicos orais ou tópicos. Além disso, os sintomas podem mudar com o tempo, afetando a vida da pessoa infectada de forma sistêmica, de uma forma mais ampla, levando à diversos sinais e sintomas. Os sintomas, como veremos adiante, não são exclusivos da candidíase e, por serem generalizados, é muito comum a busca do paciente por inúmeras especialidades médicas que consequentemente irá agravar o seu mal-estar adicionado ao uso de remédios que muitas vezes fortalecem essas colônias de fungos.


Causas

Em um organismo saudável, este fungo raramente encontra oportunidade para se multiplicar de forma preocupante. Dietas ricas em carboidratos simples, açúcar, uso de antibióticos, stress intenso, uso de medicamentos com corticoides, uso de pílula anticoncepcional, anemia, neoplasias, HIV, hipo/hipertireoidismo, diabetes, gravidez, traumas físicos ou emocionais, enfim, diversos são os motivos pelo qual seu sistema imunológico pode abrir uma brecha para a reprodução desenfreada da cândida albicans. A ponta do iceberg são os sintomas que você apresenta. A candidíase pode atacar basicamente qualquer parte do corpo, desde as juntas, músculos, cérebro, intestino, até os casos mais conhecidos como a área vaginal, bucal (sapinho) e peniana.
É importante compreender que a candidíase não se pega e principalmente não é uma doença sexualmente transmissível, sendo a transmissão possível, porém não comum, já que a cândida já vive na pele e mucosa de todos nós – não existe uma “contaminação” de fato; no entanto a pessoa predisposta (sistema imunológico comprometido) pode acabar desenvolvendo sintomas ao ter contato com uma quantidade muito grande de cândida, justamente o que ocorre durante uma relação sexual com uma pessoa com sintomas ativos de candidíase. Essas crises, com a integridade do sistema imunológico, o indivíduo que teve o contato direto consegue superar a proliferação da cândida, com sintomas brandos e, sem necessidade de medicamentos e, rapidamente os desconfortos irão passar. No caso das doenças sexualmente transmissíveis (DST), a propagação ocorre quando um microrganismo estranho ao corpo é transmitido de uma pessoa para outra. Não é o caso da candidíase, pois a cândida não é um organismo estranho, todo mundo tem cândida na pele, no trato digestivo e nos genitais. A candidíase é apenas um caso de supercrescimento da população desse fungo em um terreno – organismo - propício.

Sintomas da Infecção crônica ou recorrente

Após a cândida enraizar nos tecidos, ela começa a liberar toxinas na corrente sanguínea provocando diversos sintomas. Desde sensação de cansaço à irritabilidade, podendo variar ao longo do tempo, se manifestando com maior ênfase em alguns momentos que em outros. É possível apresentar sintomas muito desconfortáveis em uma semana e na outra estar completamente bem.
A candidíase recorrente geralmente causa uma relação que chamamos de círculo vicioso na vida da pessoa, pois uma coisa causa a outra. Por exemplo, a irritabilidade que é um sintoma da candidíase faz com que a pessoa entre em conflitos interpessoais com muito mais facilidade. O stress gerado pelo desentendimento alimenta ainda mais a doença, que provoca outros sintomas que atrapalham a vida diária da pessoa, fechando o ciclo de períodos constantes de mal-estar e queixas.
Como os sintomas são variados podem ser confundidos com outras doenças e pode ser que jamais saiba que o seu problema de base é ocasionado pela candidíase.

Abaixo descrevo uma lista dos sintomas mais comuns relacionados à candidíase, que podem ser mais ou menos severos dependendo do grau de infecção:
  • Sensação de mal-estar constante;
  • Cansaço crônico;
  • Dores musculares;
  • Falta de energia;
  • Instabilidade do peso corporal;
  • Problemas estomacais e intestinais;
  • Alterações frequentes de humor;
  • Diminuição da cognição;
  • Transtorno pré-menstrual (TPM) severo
  • Falta de concentração;
  • Flatulência;
  • Irritabilidade;
  • Alergias respiratórias;
  • Pneumonias recorrentes;
  • Distúrbio do sono (insônia ou má qualidade do sono);
  • Falta de libido;
  • Hiperatividade;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia ou Intestino preso;
  • Infecção urinária;
  • Dificuldades na digestão (sensação de empachamento);
  • Depressão;
  • Asma;
  • Infecções em geral;
  • Desequilíbrio hormonal.
Importante saber que esses sintomas podem acompanhar muitas outras doenças mas caso esteja em tratamento sem um resultado satisfatório, pode ser que esteja com uma candidíase crônica.


Tratamento

As infecções agudas são resolvidas com antifúngicos orais e/ou tópicos, mas a probabilidade de que seja a primeira de muitas outras crises é grande, caso este seja o único tratamento de escolha. Outras infecções agudas se instalando e o tipo de tratamento sendo o mesmo - antifúngicos orais e/ou tópicos - estamos diante de um tratamento paliativo - alívio do desconforto – com um distanciamento cada vez maior da cura. A cândida tem a habilidade de realizar mutações em seu DNA para se proteger de ataques. É por esse motivo que em pessoas que apresentam muitas recorrências da doença, o fungo se tornará tão resistente que o antifúngico não irá resolver; nem aliviarão sintomas muito menos curá-las.

O tratamento da candidíase tem que ser como base tratar o “terreno” como é bem colocado na filosofia homeopática – tratar o indivíduo doente e não somente a doença - precisamos limpar esse terreno. Para isso, teremos que ser colaborativos durante o tratamento pois não somente a utilização de remédios irá exterminar a candidíase para sempre na sua vida; temos que estabelecer mudanças de estilo de vida e hábitos alimentares que estejam cultuando esta doença em você. Necessita de uma dieta identificando as intolerâncias alimentares e inicialmente eliminando-as; reduzir, ou em alguns casos suspender, a ingestão de carboidratos simples e açucares evitando a proliferação do fungo. Importante modular o stress e restaurar a flora intestinal com as bactérias amigas que são extremamente importantes para a proteção do nosso intestino, que é a porta de entrada de nutrientes, mas também de toxinas para o nosso corpo. A homeopatia é também uma excelente aliada para a cura deste mal frequente, com inúmeros medicamentos.   Existem outras medidas terapêuticas que colaboram com o equilíbrio do organismo favorecendo a restauração do estado imunológico como detoxificação (que é um processo para a eliminação de substâncias tóxicas ao organismo), ozonioterapia retal, vitaminas, minerais, dentre outros.  

A cura se dá pela reconstrução da saúde com a quebra do círculo vicioso que é o que resulta para o indivíduo uma sensação frequente de um mal-estar. Quero dizer que não é somente “medicar” o problema isoladamente, ignorando as suas causas. Essa forma terapêutica é fadada ao insucesso. De toda a abordagem sobre esse assunto, espero ter atingido o que acredito ser o mais importante: a compreensão de que a Candidíase crônica ou recorrente se trata de uma doença sistêmica e, sendo assim, deve ter uma abordagem ampla – holística – e, que levem a boa notícia que a candidíase tem cura!

Um abraço da equipe ArvoreSer


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Fonte: Dra. Marcia Caran

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