Para exemplificar: um medicamento capaz de provocar, em uma pessoa sadia, febre, dores de cabeça e fadiga pode ser usado para curar uma pessoa doente que apresenta os mesmos sintomas.
Foi criada por Samuel Hahnemann no século XVIII , em 1796, que, após estudos e reflexões baseados na observação clínica e em experimentos realizados na época, sistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da homeopatia em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas.
A partir daí essa racionalidade médica experimentou grande expansão por várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, das Américas e da Ásia.
No Brasil, a Homeopatia foi introduzida por Benoit Mure em 1840, tornando-se uma nova opção de tratamento. É uma especialidade médica, isto é, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980 e oferecida pelo Sistema Único de Saúde - SUS - como prática integrativa e complementar desde 2006.
Atualmente tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde como uma prática da Medicina Tradicional e Complementar (MTC). A especialidade conta com um reconhecimento e aceitação social amplamente aderente.
O médico homeopata tem como principal característica uma escuta atenta e um olhar abrangente ao paciente. Os medicamentos usados no tratamento são feitos com extratos provenientes dos reinos animal, vegetal e mineral em grandes diluições.
Sua principal característica é a escuta atenta, feita em longas consultas com anamneses bem detalhadas, e um olhar mais abrangente sobre o paciente, em sua integralidade. Outro pilar fundamental é o tipo de remédio usado nos tratamentos, feito com extratos provenientes dos reinos animal, mineral e vegetal, preparados a partir de soluções de álcool e água (tinturas) e sempre muito diluídos.
Essa grande diluição pode ser prescrito em pequenas doses, com uma frequência maior - daí a expressão popular “em doses homeopáticas”.
Ao contrário da alopatia, o tratamento homeopático tem como foco o paciente, suas características e a história detalhada do adoecimento, usando os medicamentos homeopáticos para estimular o organismo a processar a auto cura.
Alguns cuidados com os medicamentos homeopáticos -
Para manter os medicamentos em bom estado e otimizar os resultados no tratamento
homeopático, existem algumas recomendações, como:
Evitar umidade, luz solar direta, calor, odores fortes e radiações.
Tomar em torno de 15 minutos antes ou depois das refeições.
Evitar o contato das mãos nos glóbulos, comprimidos, tabletes.
Evitar o contato do conta-gotas na boca.
Não reutilizar o frasco de um medicamento para outro.
Não utilizar o mesmo conta-gotas para medicamentos diferentes.
Não se automedicar.
Não recomendar seu medicamento homeopático para outra pessoa.
Nunca repetir o medicamento sem antes consultar o seu médico.
Manter os medicamentos fora do alcance de crianças.
Vantagens do tratamento homeopático -
Em um dossiê sobre homeopatia desenvolvido na Índia, foram levantadas as principais vantagens do tratamento homeopático, como:
Ser seguro, eficaz e baseado em substâncias naturais.
Utilizar substâncias simples em microdoses - os medicamentos não estão associados a efeito tóxico e podem ser utilizados com segurança.
Não agir diretamente sobre os microrganismos, e sim sobre o sistema imune - não se conhece resistência microbiana a homeopáticos.
O modo de administração de medicamentos homeopáticos é simples, e eles e não são invasivos.
Os medicamentos são palatáveis, o que facilita a aceitação do paciente.
A falta de diagnóstico confirmado da doença não representa um obstáculo para iniciar o tratamento com medicamentos homeopáticos.
A abordagem individualizada da homeopatia está de acordo com a crescente tendência de tratamentos de saúde.
Medicamentos homeopáticos não viciam.